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Feliz é aquele que faz o que gosta?

Existe uma mentalidade comum que diz: “Feliz é aquele que faz o que gosta”.

Pois bem, se todas as pessoas do mundo fizessem o que gostam, o mundo se tornaria um caos instantaneamente. Sou a favor de uma outra mentalidade: “Feliz é aquele que gosta do que faz.” Portanto, a busca pela felicidade no trabalho (e isso já é científico) passa pela aprendizagem de dedicar-se em profundidade àquilo que estamos fazendo, seja essa tarefa agradável, neutra ou mesmo desagradável. O que importa é fazer com gosto. Neste sentido, vale a pena ponderar se nossas preferências pessoais com tendência à negligência não estão LIMITANDO nosso ímpeto pelo autodesenvolvimento. Este autodesenvolvimento passa, invariavelmente, pela autodeterminação e responsabilidade, que são os dois ingredientes elementares da proatividade.

Pense nisso!


Treinamento Realize-se e realize mais em dezembro/2010.

O treinamento Realize-se e realize mais ocorrerá no dia 10 de dezembro, no Hotel Coral Tower em Porto Alegre. Uma grande oportunidade para fechar bem 2010 e abrir 2011 com muito Propósito e uma nova Visão. Compartilhe com seus amigos!

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O perfil do consome-dor

Quem trabalha com atendimento ao público certamente sente na pele (e nos nervos) o quão difícil é agradar o cliente. As expectativas do consumidor atual são um saco sem fundo de onde saem as mais variadas exigências, deixando, muitas vezes, o fornecedor de mãos atadas.

O fato é que está proliferando uma classe de consumidores que não se satisfaz apenas consumindo o seu produto, serviço ou marca. Esta classe também quer consumir a sua paciência, a sua dignidade, a sua saúde e o seu tempo. Numa palavra: o que eles querem consumir é a sua própria vida!

O “consome-dor”, designação que passei a utilizar para esta classe de clientes, é aquele que sente tanto ou mais prazer em gerar sofrimento no fornecedor quanto em adquirir o produto ou serviço em si. Trata-se de um tipo de sadismo astuto, pois ele paga uma quantia e recebe dois produtos: o bem (de consumo) e o mal (do fornecedor).

Analisando as possíveis causas deste comportamento, minha hipótese aponta para a teoria do vazio existencial. Infelizmente, há algumas décadas estamos sendo condicionados para o consumo compulsivo na busca por completude existencial. Certamente, algumas de nossas necessidades mais básicas serão supridas pelos produtos, serviços e marcas disponíveis no mercado. Porém, a partir de um certo nível nossas necessidades não poderão mais ser supridas pelo consumo. Este patamar é o da auto-realização e só é conquistado pelo autoconhecimento. Como autoconhecimento não se compra, na falta deste, tentamos em vão preencher o vazio de significado adquirindo outras coisas. Frustradas pelo insucesso, algumas pessoas partem para a ignorância (de onde nunca saíram) e passam a descarregar sua angústia naquele que o serve. Assim, nasce o consome-dor: uma pessoa que está tentando desesperadamente ser feliz, mas como não consegue, contenta-se em promover e assistir a infelicidade alheia.

Portanto, quando se deparar com um consome-dor novamente, não se sinta frustrado ou impotente. Apenas atenda-o bem. E compreenda que o que ele realmente precisa você não tem para vender.

Escrito por Ricardo Mallet.

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