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Treinamento Realize-se e realize mais em dezembro/2010.

O treinamento Realize-se e realize mais ocorrerá no dia 10 de dezembro, no Hotel Coral Tower em Porto Alegre. Uma grande oportunidade para fechar bem 2010 e abrir 2011 com muito Propósito e uma nova Visão. Compartilhe com seus amigos!

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Esculpindo a sua realidade

Eu vi o anjo no mármore e esculpi até libertá-lo.
Michelangelo

Ter uma mente aberta e atrair novas oportunidades. Despertar a capacidade de sonhar e desafiar a monocórdia mesmice. Ver a vida sob uma nova perspectiva e explorar caminhos criativos para a realização pessoal e profissional. Desejos que atormentam a consciência de bilhões de pessoas que se sentem oprimidas pela rotina monolítica que carregam sobre os ombros, sem perspectivas ou motivação. O peso é aterrador e muito real, disso não há dúvidas. Mas será que a dureza e o peso da rotina estão “lá fora” ou são criados inicialmente em nossa cabeça?

Tudo começa com a pressa em assumir uma opinião, um conceito da realidade. Chamamos isso de preconceito. E o preconceito cria as meias-verdades, não apenas separando as pessoas umas das outras, mas também suas visões das oportunidades. Apressados em assumir uma opinião frente aos desafios da rotina, serão as meias-verdades que nos dividirão entre otimistas e pessimistas, um reducionismo limitante.

Fechando um olho para as dificuldades, um otimista vê apenas meia-verdade. Acaba prostrando-se; esperando a sorte chegar. E a sorte nunca chega. Já o pessimista fecha um olho para as possibilidades e, com sua meia-verdade, resigna-se esperando a morte chegar. E a morte sempre chega. Mas uma visão profunda da realidade só pode ser obtida com um olhar íntegro, tendo em perspectiva tanto as dificuldades quanto as possibilidades. Chamo isso de “visão sábia” e é essa visão que revela as maiores oportunidades de realização pessoal. Assim, somos levados à percepção de uma realidade mais profunda, que está além do olhar apressado das massas.

A realidade é sempre mais rica do que nossa mente consegue perceber. A ciência atual nos surpreende ao comprovar que nossas rotinas mentais selecionam e descartam milhões de informações a cada segundo. Então, no final das contas, serão as rotinas da mente, e não a realidade, que limitarão a nossa vida.

No ano 1501, Michelangelo aceitou a nobre tarefa de esculpir a imagem do Rei David, o herói bíblico, em um colossal bloco de mármore bruto. Ao considerar as inúmeras imperfeições da rocha, muitos julgaram a empreitada humanamente impossível. Michelangelo, porém, decidiu ousar um olhar diferente sobre o problema. Sem pressa, focalizou sua visão sobre o bloco de mármore e suas imperfeições. Com um olhar atento, profundo e criativo, percebeu que naquele monólito jazia o herói aprisionado, clamando por liberdade. Agora, seria apenas uma questão de tempo e muita determinação.

O artista investiu três anos de trabalho esculpindo a sua realidade até que sua visão pudesse ser contemplada pelos demais. Curiosamente, a escultura de David retrata o herói no momento anterior à batalha, quando está se preparando para enfrentar uma força que todos julgavam ser impossível de derrotar. Uma semelhança histórica bastante sugestiva.

Se Michelangelo tivesse optado pela visão preconceituosa comum aos demais, jamais teria oferecido ao mundo uma das obras mais importantes do Renascimento. O preconceito é inimigo mortal da criatividade e da oportunidade. Incuta na mente de um gênio o preconceito e você o estará condenando à medíocre e limitada visão superficial da realidade.

Mas não é necessário ser nenhum gênio para esculpir a própria realidade. Manter-se disposto a olhar com atenção através das aparências e a considerar diferentes opiniões já é um bom começo. Talvez bem aí, sobre seus ombros, esteja a matéria prima que dará origem à grande obra da sua vida. Tudo dependerá de sua vontade em encarar a realidade com uma visão sábia e muita determinação para esculpir as oportunidades que surgirão na sua rotina.

Escrito por: Ricardo Mallet.


Quer aprender a esculpir a sua realidade?

Conheça o treinamento Realize-se e realize mais.

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O perfil do consome-dor

Quem trabalha com atendimento ao público certamente sente na pele (e nos nervos) o quão difícil é agradar o cliente. As expectativas do consumidor atual são um saco sem fundo de onde saem as mais variadas exigências, deixando, muitas vezes, o fornecedor de mãos atadas.

O fato é que está proliferando uma classe de consumidores que não se satisfaz apenas consumindo o seu produto, serviço ou marca. Esta classe também quer consumir a sua paciência, a sua dignidade, a sua saúde e o seu tempo. Numa palavra: o que eles querem consumir é a sua própria vida!

O “consome-dor”, designação que passei a utilizar para esta classe de clientes, é aquele que sente tanto ou mais prazer em gerar sofrimento no fornecedor quanto em adquirir o produto ou serviço em si. Trata-se de um tipo de sadismo astuto, pois ele paga uma quantia e recebe dois produtos: o bem (de consumo) e o mal (do fornecedor).

Analisando as possíveis causas deste comportamento, minha hipótese aponta para a teoria do vazio existencial. Infelizmente, há algumas décadas estamos sendo condicionados para o consumo compulsivo na busca por completude existencial. Certamente, algumas de nossas necessidades mais básicas serão supridas pelos produtos, serviços e marcas disponíveis no mercado. Porém, a partir de um certo nível nossas necessidades não poderão mais ser supridas pelo consumo. Este patamar é o da auto-realização e só é conquistado pelo autoconhecimento. Como autoconhecimento não se compra, na falta deste, tentamos em vão preencher o vazio de significado adquirindo outras coisas. Frustradas pelo insucesso, algumas pessoas partem para a ignorância (de onde nunca saíram) e passam a descarregar sua angústia naquele que o serve. Assim, nasce o consome-dor: uma pessoa que está tentando desesperadamente ser feliz, mas como não consegue, contenta-se em promover e assistir a infelicidade alheia.

Portanto, quando se deparar com um consome-dor novamente, não se sinta frustrado ou impotente. Apenas atenda-o bem. E compreenda que o que ele realmente precisa você não tem para vender.

Escrito por Ricardo Mallet.

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Entrevista exclusiva com Alessandro Torrado, comandante da Webjet.

Publiquei recentemente no meu blog um post intitulado “Speech esperrrto”. No post, conto a história de um voo que fiz pela Webjet no qual fui surpreendido (juntamente com os demais passageiros) pelo speech do comandante Alessandro Torrado. Aqui, publico uma entrevista exclusiva que o comandante gentilmente ofereceu para o nosso blog.

Ricardo Mallet: Seu speech “cara-a-cara” com os passageiros foi uma escolha sua ou um procedimento novo adotado pela companhia?

Comandante Torrado: Foi uma iniciativa minha. Logo nos meus primeiros voos como comandante, precisei ir à cabine de passageiros para conversar com nossos “Convidados”, a fim de acalmá-los, por causa de um pequeno problema. Notei que, diferente de outras situações, em que usava somente o auto-falante, a abordagem surtiu efeito mais eficaz. Quero ressaltar que os lideres da Webjet incentivam esse desafio de sair da “mesmice”. Mantendo, é claro, o profissionalismo.

Ricardo Mallet: Você utiliza esta ferramenta de comunicação normalmente em seus vôos? Qual a importância de utilizar este recurso em seu trabalho?

Comandante Torrado: Depois do ocorrido acima, venho usando essa ferramenta em quase todos os meus voos. Só não o faço quando o voo está atrasado ou estou muito atarefado.  Tenho feito esses speeches “cara a cara”, como você mesmo chamou, no final do embarque depois de todos os procedimentos técnicos. Tem sido uma forma educada e ao mesmo tempo calorosa de receber os passageiros. Toda a equipe entra nesse clima, tornando o voo mais tranquilo, num ambiente educado e comunicativo. Atingimos, dessa forma, o propósito ensinado pelos cursos de CRM (http://en.wikipedia.org/wiki/Crew_Resource_Management ) que todo tripulante tem em seu currículo, e que consiste no padrão de atendimento das companhias aéreas.

Ricardo Mallet: Como vê a reação dos passageiros e quais os feedbacks que já recebeu?

Comandante Torrado: Percebo que os passageiros ficam mais calmos e confiantes. Além disso, já recebi vários elogios verbais e alguns escritos. A grande maioria gosta de ver o Comandante. Eu penso assim: “Dentro de toda essa tecnologia (avião), tem um ser humano de carne e osso me representando. Todo profissional sabe que, nada melhor do que ter o próprio homem nas duas pontas da tecnologia.”

Ricardo Mallet: obrigado, Torrado, pela valiosa contribuição.

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Como vai o senhor hoje?

Sou cliente do Zaffari Bordini há 14 anos. Bem, sei exatamente o tempo pois foi 1995 o ano em que me mudei para o bairro Moinhos de Vento para iniciar minha empresa.

Fazer compras no “super”, como os gaúchos costumam dizer, para mim é um momento de descontração. Gosto de olhar várias coisas que sei que não vou comprar, principalmente na seção de ferragens. Mas gosto, principalmente, de conversar com os funcionários. A senhora que trabalha pesando as frutas, a Jessica, já conhece toda a minha família de tanto que converso com ela.

Bem, esta semana ocorreu algo um tanto novo para mim em minha visita terapêutica ao Zaffari. Como de costume, ao chegar no caixa já estava ensaiando uma conversa com a funcionária quando fui surpreendido. “Como vai o senhor hoje?” perguntou ela com um sorriso muito genuíno no rosto. Observei-a com atenção para ver se já havia conversado com ela antes e, estranhamente, percebi que não. Não é que a danada era mais comunicativa, extrovertida e cara de pau do que eu?!

Dei uma risada. Afinal, não é todo dia que encontro alguém que se antecipa a minha verborragia. Paguei com meu cartão de débito e elogiei sua atitude tão positiva e autêntica ao lidar com os clientes. Ela apenas disse algo como “tem que ser assim, não é mesmo?” e eu fui obrigado a concordar. Afinal, quem não gosta de atender não deve trabalhar com público.

No final da conversa, tive meu momento de revanche: surpreendi a Priscila pedindo para registrar a sua imagem e publicar no meu blog. Por esta ela não esperava!

Na foto: Priscila, caixa do Zaffari Bordini.

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Speech “esperrrto”

Empresas aéreas low cost no Brasil como Gol, Azul e Webjet costumam oferecer serviços bons, bonitos e baratos. Afinal, esta é a filosofia do negócio: executar eficientemente o serviço proposto, porém sem extravagâncias. Mas low cost não é sinônimo de tratamento inferior, sabia? Recentemente, num vôo que fiz de São Paulo para Porto Alegre pela Webjet, fui surpreendido (juntamente com os demais passageiros) por um speech “esperrrrto” do comandante.

Com um sotaque perceptivelmente carioca, o piloto de nome Alessandro Torrado saiu do lugar comum e veio fazer o tradicional speech face-a-face com os passageiros. Utilizando uma simpatia bem dosada, comunicação direta e humana, Alessandro disse aquelas palavras que estamos acostumados a ouvir, mas de uma forma inesperada. E foi fantástico perceber o impacto que uma pequena atenção como esta pode causar nas pessoas. Imediatamente, o espaço interno da aeronave foi preenchido por comentários positivos dos passageiros. Por quê? Simplesmente, porque gostamos de atenção.

Num mundo com tanta mediocridade (principalmente no trabalho) é bacana ver gente que desafia a mesmice. Por isso, quando for voar novamente em serviço low cost, certamente vou lembrar do speech do Torrado.

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Na foto: Alessandro Torrado, comandante da Webjet.

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